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"Precisamos da tua visão sem falhas e do teu amor a Portugal", declaração do porta-voz do PS a José Sócrates
02 de Junho de 2011, 22:31
Viana do Castelo, 02 jun (Lusa) -- O porta-voz do PS, Fernando Medina, fez hoje um discurso dedicado ao seu líder, dizendo que o país precisa da visão "clara" e "sem falhas" de José Sócrates, assim como do seu "amor" e "dedicação" a Portugal.
Fernando Medina, também cabeça de lista do PS por Viana do Castelo, falava antes da intervenção do secretário-geral deste partido, José Sócrates, num discurso interrompido por sucessivas falhas de som.
"Felizmente, camaradas, tivemos o nosso plano tecnológico a funcionar", disse, usando o humor, quando o sistema de som do comício foi reposto.
Na sua intervenção, o porta-voz socialista fez um discurso cerrado em defesa de José Sócrates.
"Estamos no meio de uma terrível tempestade no mundo, na Europa e em Portugal e infelizmente não podemos dizer que o pior já passou. Por isso, precisamos de José Sócrates como primeiro-ministro", começou por apontar Fernando Medina, antes de deixar um dedicatória pessoal ao seu líder.
"Precisamos da tua ambição de progresso, de crescimento e de modernidade, precisamos da tua visão clara, sem falhas, na defesa do interesse nacional. Por fim, e mais importante do que tudo, precisamos do teu amor e dedicação sem reservas a Portugal e aos portugueses", declarou o secretário de Estado, dirigindo-se ao seu ainda primeiro-ministro.
Depois, Fernando Medina atacou a suposta ortodoxia das forças de "extrema-esquerda" numa alusão indireta à CDU e ao Bloco de Esquerda.
"Temos uma extrema-esquerda que não governa, não quer ajudar a resolver os problemas do país e a única coisa que lhe interessa é ter uma direita no poder para ser mais fácil combater", afirmou.
PMF
Lusa/fim
Comentários
- Eu gostaria que o futuro governo criasse um PAC, ou seja um Programa de Aceleração do Crescimento. Dada a nossa fragilidade empresarial, o que será feito para apoiar as micro e pequenas empresas industriais e agrárias, para que elas se modernizem?
- Qual a posição do candidato sobre a discutida alteração da Taxa Social Única (TSU): redução? E para quanto?
- Quais as medidas que pretende implementar para combater a aparente anemia do tecido empresarial português?
- Como ministro da Economia proporia ao 1º ministro uma redução substancial de elementos nos gabinetes ministriais e nas admissões para esses mesmos lugares? Como controlaria com efeicácia os gastos não necessários no aparelho do estado?
- Que reformas realizarão no Serviço Nacional de Saúde (SNS)? Mantém o seu carácter público ou passará para um modelo “misto”, público-privado?
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